segunda-feira, 13 de abril de 2009

Carpas

Fotografia digital - abril de 2009

Estas fotografias foram feitas num restaurante de estrada, quando voltava de uma viagem que fiz na última semana. A princípio eram apenas para referência e curiosidade, mas a pouca iluminação fez aumentar o tempo de exposição, resultando nesses borrões. Alterei em alguns casos o ajuste para o tipo de lâmpada/fonte de luz. Os poucos reflexos da água quase sumiram, pois a luz vinha de trás, o que me faz pensar que filtros polarizadores poderiam ser bem vindos para minha câmera analógica.

domingo, 12 de abril de 2009

Viviam Schmaichel e Rodolfo Leão


Exposição minha e de Viviam Schmaichel, na Galeria Cinesol - Sebo Arquipélago. Desenhos, gravuras e pinturas realizadas nos últimos anos, muitos destes trabalhos feitos de observação ou partindo do acúmulo desta prática.

O bate papo foi uma boa oportunidade para saber como nosso trabalho é recebido, e mesmo nos dar conta da profundidade da nossa própria prática. Há uma série de consequências que percebemos melhor ao sermos questionados e formular uma resposta para aqueles que não estão diretamente envolvidos.

domingo, 29 de março de 2009

Heteródino

Heteródino é um princípio em eletrônica que torna possível somar ou subtrair um sinal gerado de um outro qualquer, criando um terceiro de parâmetros mais convenientes, sem que se perca a informação carregada pelo sinal original.

Em certos desenhos percebo uma relação semelhante, em especial naqueles feitos de observação. Eles são um produto indissociável entre a percepção do objeto e o ato de desenhar. Aprofundar-se numa determinada temática é uma oportunidade de vivenciar o desenho em um duplo aspecto. Ao se almejar qualidades externas, torna-se evidente a abstração que se deve fazer para articular um meio qualquer, de potencializar suas capacidades e reconhecer suas limitações, de modo a atingir um resultado consoante com o observado.

As possibilidades de qualquer meio tendem a ser mais limitadas que da existência das coisas. Mas retratá-las não é necessariamente lançar-se num objetivo frustrante, de estar-se sempre aquém delas. Ou, por outro lado, não mais frustante que nossa incapacidade de apreendermos o objeto totalmente, sendo nossas próprias percepções parciais. Torna-se justamente isso: a constituição de nosso pensamento, das ligações que fazemos de diversas experiências, daquelas que procuramos, como procedemos para materializá-lo. O desenho está lá, equilibrado entre as forças do nosso entendimento e os estímulos do objeto.

Logo, os objetos não são mero pretexto. Suas peculiaridades irão fomentar estruturas cognitivas e de desenho diferentes, pois suas atuações dificilmente se dariam da mesma maneira. Não apenas requisitam ou estimulam formas distintas, como sua familiaridade nos torna capazes de lidar com nuances antes não percebidas, incrementando a complexidade do repertório sobre o próprio tema e influenciando na percepção de muitos outros.