quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Processo - Ganso - Primeira cor


Na falta de um rolo mais comprido parti para a gambiarra mesmo! Primeira etapa do Ganso, fundo em degradê verde amarelo. Só faltou uma boa limpeza antes, pois algumas cópias ficaram com um tom um pouco sujo, puxado para o bege. Quando virem as cópias finais, finjam acreditar que foi de propósito, por favor!


Um truque barato (R$ 0,20) para se ter um registro. Uma cantoneira de papelão ou holler, na altura da matriz, e uma tira mais baixa para criar este espaçamento e evitar que a cantoneira se suje. Também ficou mais fácil retirar a cantoneira depois de de colocar o papel para ser impresso. A linha escura é de caneta esferográfica, e numa versão mais elaborada poderia-se colocar uma outra cantoneira para encaixar o papel, ao invés de ter que se tomar todo o cuidado alinhando o papel sobre a linha, o que é especialmente cansativo quando se imprime das 20h às 22h...

Agora posso continuar a gravação desta matriz, que deve ser umas das últimas páginas do livro!

#ComoFaz

Estou há pouco mais de um ano fazendo um livro de gravuras, que já tem vinte páginas impressas. Apesar das dificuldades, resolvi imprimir em todas as faces das páginas, o que requer alguns cuidados. Também aproveito para mostrar um pequeno truque em matrizes de seis e oito imagens, como usar uma 'gabarito' para ter algum registro (não é um registro perfeito, mas ajuda a manter alguma referência).

Matriz com seis imagens, cada uma virou uma página.

O papel que usei foi um sulfite comum, mas como algumas partes em volta pegam tinta e acabam saturando rápido o papel aconselho utilizar folhas acetinadas, que vão durar umas oito cópias. Para mim foi o suficiente, mas alguns projetos maiores podem pedir outros materiais mais impermeáveis (ou que não se passe tanto a tinta nas imagens ao lado).

Detalhe da gravura a ser impressa. A moldura
tem o tamanho do papel que será utilizado.

Na segunda cópia tive que colocar uma folha avulsa à esquerda, pois fui descuidado e a tinta pegou na imagem ao lado, resultando uma cópia suja e mais trabalho. Considere o que é errar na quarta impressão de uma folha que já tem três imagens impressas!

Muitas vezes, quando se imprime com a colher de madeira, seja pela falta de uma prensa (meu caso) ou por matrizes tortas e rachando (caso desta matriz), as costas do papel ficam marcadas de alguma maneira. Para evitar marcas nas faces das páginas, impressas ou não, eu utilizei papel manteiga para proteger as folhas dos livro. A parte mais lisa fica para cima.

Folha com imagem já impressa e papel manteiga de proteção


Este caso foi mais complicado. São quatro pares de flores, e calculei a distância entre elas para que o primeiro e terceiro par fossem impressos de uma vez só. Assim teria duas páginas impressas de uma só vez! Depois bastou imprimir o segundo e quarto par. Mas a máscara tem um recoste mais complicado que a janela retangular. Por outro lado, ela já foi feita no tamanho do papel do livro e de maneira a alinhar perfeitamente razoavelmente as imagens em suas respectivas páginas.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Flores diversas



Gravura em duas cores, em matriz perdida. A segunda cor varia do preto, cinza escuro ao castanho arroxeado. Em breve coloco as cópias apenas em preto.

domingo, 16 de novembro de 2014

Presa - leão-marinho



Gravura em matriz não-tão-perdida (a segunda cor sobreposta será impressa em preto também).
É um pedaço de banana uma presa de leão-marinho exposto no Museu Marítimo de Ushuaia.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cerâmicas





Revendo meus arquivos encontrei estar cerâmicas que fiz ainda na faculdade de artes plásticas. Salvo engano não havia colocado elas aqui no blog. A cabeça de carneiro (que por algum motivo desconhecido vivo chamando de bode) tem esmalte de alta temperatura. O crânio de canídeo foi feito com uma variação do Raku (havia colocado terra sigilata com a argila muito seca, criando uma descamação alaranjada, o esmalte de Raku também tinha um pouco da terra sigilata misturada).

sábado, 25 de outubro de 2014

Cigarra e Equipamento de Rádio


Gravura em madeira, impressa em papel retirado de livro velho. Tenho toda uma série impressa neste tipo de papel, ainda estou pensando se coloco uma numeração no canto da página, ao menos em algumas delas.
A cigarra é desenhada a partir de uma casquinha de cigarra que encontrei (agora reparei que é a segunda imagem que faço com algo que encontrei em algum parque).
O equipamento de baixo é um aparelho de transmissão por rádio, mas que não sei bem para que serve.
Se você está intrigado pela reunião de duas imagens distintas como estas, sabe o que significa? Que não estamos sozinhos nessa!

'As flores' e 'Aula no Martinelli'



Normalmente eu coloco aqui mais desenhos e gravuras, especialmente neste último que tenho retomado a xilogravura. Mas também tenho me dedicado à fotografia, especialmente ampliado em preto e branco. No primeiro semestre foi no SESC Pompéia (infelizmente perdi as inscrições para este semestre) e recentemente no Clube do Analógico. Tenho um Flicker dedicado à fotografia - clique aqui! - que deve ser atualizado com as ampliações que faço, além das fotografias digitais.